Recuperação de crédito: por que o gerente não resolve

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Recuperação de crédito: por que o gerente do banco não resolve a dívida

Quando a empresa entra em dificuldade com o banco, o primeiro movimento costuma ser falar com o gerente. Faz sentido, é o contato direto. Mas existe um limite importante: na maioria dos casos, o gerente não tem alçada para resolver a dívida de forma estrutural. E isso explica por que muitas “negociações” acabam virando apenas troca de produto ou alongamento de prazo.

Na prática, a solução real raramente está na agência. Ela acontece dentro da recuperação de crédito, onde o banco passa a tratar o contrato como risco e não mais como venda.

Recuperação de crédito: por que o gerente não decide

O gerente é, essencialmente, um agente comercial. Ele tem metas, carteira e foco em manter relacionamento e gerar negócios. Por isso, sua atuação tende a seguir um padrão: oferecer refinanciamento, propor novo crédito ou ajustar parcela dentro de limites operacionais.

O problema é que isso não resolve a raiz. Quando a empresa já não consegue sustentar os encargos, trocar uma dívida por outra ou alongar prazo sem critério apenas reorganiza o problema. O gerente não tem autonomia para reduzir risco real do contrato, nem para propor soluções fora da política comercial padrão.

É por isso que muitas empresas passam meses “negociando” sem sair do lugar: estão falando com a pessoa certa para vender crédito, mas não para tratar inadimplência.

Recuperação de crédito e reclassificação: como o contrato muda de mãos

O ponto de virada acontece quando o contrato é reclassificado como risco. Isso pode ocorrer quando a empresa demonstra perda de capacidade de pagamento, atraso recorrente ou desequilíbrio financeiro. A partir daí, o banco precisa provisionar essa operação e o contrato tende a sair da esfera comercial.

Nesse momento, ele passa para a área de recuperação de crédito, onde a lógica muda. Em vez de vender novos produtos, o foco passa a ser reduzir exposição, recuperar valores e estruturar soluções compatíveis com o risco do cliente.

É aqui que a negociação real começa. Porque o banco deixa de tratar a operação como relacionamento e passa a tratar como problema financeiro a ser resolvido.

Como chegar na mesa certa: o que levar e como pedir

Chegar na área de recuperação de crédito não é só uma questão de “pedir para negociar melhor”. É preciso levar o caso com base técnica. Isso significa demonstrar, de forma objetiva, a capacidade real de pagamento da empresa e a incompatibilidade entre o contrato atual e o caixa.

Na prática, isso envolve organizar números, apresentar fluxo de caixa, demonstrar limites operacionais e formalizar a situação. Quanto mais claro estiver o cenário, maior a chance de sair da abordagem comercial e entrar em uma negociação estruturada.

Sem isso, a empresa tende a continuar no ciclo de refinanciamento com o gerente, sem resolver o problema de fato. E mais: não adianta só bater no banco, precisa garantir que o Banco Central esteja a par da situação.

Se sua empresa está negociando com o banco e não vê avanço, pode ser que ainda esteja na mesa errada. A GCDR pode ajudar a estruturar o caso e direcionar a negociação para a área de recuperação de crédito, onde existem mais possibilidades de ajuste real.

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Artigo elaborado pelo escritório Gantus Chagas & De Rose – GCDR – Advocacia, regularmente inscrito na OAB/RS sob nº 12.111. Advogados especialistas em Direito Bancário, atendimento online em todo o Brasil.

Esse artigo possui caráter meramente informativo.

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