contato@gcdradvocacia.com.br

GCDR Advocacia

Defesa e contestação de contratos bancários digitais

Blog >>

Os contratos bancários digitais substituíram as antigas vias em papel, mas nem sempre deixam claro o que foi aceito. Muitas vezes o consumidor não sabe exatamente quais são as taxas de juros, quais seguros foram incluídos ou em que condições o banco pode cobrar encargos extras.

Com o avanço dos aplicativos e do internet banking, ficou muito mais fácil contratar empréstimos, cartões de crédito e financiamentos com poucos cliques. Em segundos, o cliente aceita os termos no celular e o contrato já está valendo.

Quando a parcela aumenta sem explicação, surgem cobranças indevidas ou o limite é consumido por tarifas desconhecidas, o contrato digital passa a ser o centro do problema. Nessa hora, entender como funciona a defesa e a contestação é essencial para não pagar além do que realmente deve.

Mais do que “desfazer um contrato”, a contestação busca restabelecer o equilíbrio da relação com o banco. O objetivo é corrigir abusos, revisar cláusulas ilegais e ajustar a dívida aos limites previstos em lei.

Contratos bancários digitais: o que você está assinando no app

Ao aceitar um contrato pelo aplicativo, o consumidor concorda com um conjunto de regras que tratam de juros, multas, forma de cobrança, garantias, seguros adicionais e até autorização para débitos automáticos. Tudo isso, muitas vezes, aparece em telas pequenas, com rolagem rápida e linguagem técnica.

Na prática, é comum que o cliente confirme o contrato sem ler tudo ou sem compreender o impacto de cada condição. Isso não torna o contrato automaticamente inválido, mas abre espaço para discutir se houve clareza, transparência e cumprimento do dever de informação por parte do banco.

Os contratos bancários digitais devem seguir as mesmas regras de qualquer outro contrato: informações claras, equilíbrio entre as partes e respeito ao Código de Defesa do Consumidor. Se a taxa de juros não foi apresentada de forma objetiva, se serviços foram incluídos sem solicitação ou se as cláusulas criam uma desvantagem exagerada para o cliente, é possível questionar.

Sempre que possível, é importante salvar ou registrar as telas do app, guardar comprovantes e observar as comunicações enviadas por e-mail ou SMS. Esses registros ajudam a mostrar o que foi, de fato, oferecido e aceito no momento da contratação.

Como identificar abusos em contratos bancários digitais

É comum encontrar seguros, tarifas de serviços adicionais e pacotes que aparecem “embutidos” na fatura ou no extrato, sem que o consumidor tenha percebido. Muitas pessoas só descobrem que estão pagando por algo não solicitado ao analisar o histórico de lançamentos com calma.

Cláusulas que permitem ao banco debitar valores diretamente da conta, usar o cheque especial para quitar parcelas ou antecipar vencimentos sem chance real de negociação também precisam ser avaliadas. Quando essas condições não são explicadas com clareza no momento da assinatura digital, sua validade pode ser discutida.

Quando são identificados juros abusivos, cobranças indevidas ou condições que colocam o consumidor em desvantagem excessiva, é possível propor uma ação revisional ou apresentar uma defesa específica em eventual processo de cobrança. O objetivo é ajustar o contrato, reduzir a dívida ao valor correto e afastar o que for ilegal.

Provas digitais que ajudam na defesa do consumidor

Na contestação de contratos bancários digitais, as provas mais importantes são justamente os registros eletrônicos. Tudo o que mostra como o contrato foi apresentado e em quais condições o cliente aceitou pode fazer diferença na hora de discutir o caso. Exemplos úteis incluem:

  • Prints de tela do aplicativo;
  • E-mails de confirmação e propostas;
  • SMS com links ou códigos de validação;
  • Comprovantes de assinatura eletrônica;
  • Extratos detalhados de cobrança.
 

Protocolos de atendimento em chat ou telefone também ajudam, especialmente quando registram promessas ou condições que não foram cumpridas.

O ideal é guardar esses materiais desde o início da relação com o banco. Mas, mesmo quando isso não foi feito, ainda é possível solicitar documentos ao próprio banco ou pedir ao juiz que a instituição apresente os registros que possui. Muitas vezes, a comparação entre o que foi ofertado na tela e o que está sendo cobrado no dia a dia revela diferenças importantes.

Um advogado com experiência em defesa de contratos bancários digitais consegue analisar essas provas com olhar técnico. A partir delas, identifica onde houve abuso, monta a estratégia de contestação e busca reduzir a dívida, excluir encargos indevidos ou anular cláusulas desproporcionais.

No fim, discutir contratos digitais não é apenas falar de tecnologia, e sim de transparência, equilíbrio e respeito ao consumidor no sistema financeiro.

RETOMAR O CONTROLE DA SUA VIDA FINANCEIRA É A NOSSA MISSÃO!

Artigo elaborado pelo escritório Gantus Chagas & De Rose – GCDR – Advocacia, regularmente inscrito na OAB/RS sob nº 12.111. Advogados especialistas em Direito Bancário, atendimento online em todo o Brasil.

Esse artigo possui caráter meramente informativo.

WhatsApp: 4003-8041.